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Gestão Baseada em Valor: como aplicar na prática para aumentar o valuation

Gestão Baseada em Valor é a abordagem que separa empresários que recebem múltiplos de valuation altos dos que recebem ofertas abaixo do que construíram. Dois empresários do mesmo setor, com o mesmo faturamento e a mesma margem operacional, recebem propostas de compra muito diferentes. Um recebe 5 vezes o EBITDA. O outro recebe 9 vezes. Os números financeiros são equivalentes. O que explica a diferença?

A resposta está na forma como cada empresa toma decisões. O segundo empresário orienta cada investimento, cada contratação e cada expansão pela criação de valor de longo prazo. Isso tem nome: Gestão Baseada em Valor, conhecida internacionalmente pela sigla VBM, de Value Based Management. E é, provavelmente, a abordagem de gestão mais subutilizada por empresários de médio porte no Brasil.

O que é Gestão Baseada em Valor?

A Gestão Baseada em Valor é uma abordagem de gestão empresarial que orienta todas as decisões da empresa pelo critério central de criação de valor para os acionistas. Em vez de usar o lucro contábil como principal indicador de desempenho, a GBV usa métricas que medem se a empresa cria ou destrói valor com cada decisão que toma.

Consultores e acadêmicos norte-americanos desenvolveram o conceito nas décadas de 1980 e 1990. Grandes corporações mundiais adotaram a metodologia como critério central de avaliação de performance. No entanto, empresas de médio porte no Brasil ainda a usam de forma relativamente rara, o que cria uma vantagem competitiva significativa para os empresários que a adotam.

A premissa central da GBV é simples: uma empresa só cria valor quando o retorno que gera sobre o capital investido supera o custo desse capital. Se uma empresa investe R$ 10 milhões e gera R$ 800 mil de retorno anual, mas o custo do capital investido é de 12% ao ano, ela destrói R$ 400 mil de valor por ano. E faz isso mesmo que o balanço mostre lucro.

Por que o lucro contábil não é suficiente?

O lucro contábil é um indicador importante, mas tem limitações sérias quando a empresa o usa como único critério para avaliar se cria ou destrói valor.

A principal limitação é que o lucro contábil ignora o custo do capital próprio. Quando a empresa financia suas operações com dívida, o custo dos juros entra no demonstrativo de resultado e reduz o lucro. Quando a empresa usa capital próprio dos sócios, no entanto, nenhum custo aparece no demonstrativo, mesmo que esse capital pudesse render em outras aplicações de risco equivalente.

Isso cria uma distorção importante. Uma empresa pode apresentar lucro contábil positivo e, ao mesmo tempo, destruir valor para os sócios porque o retorno sobre o capital empregado está abaixo do que os sócios obteriam em outras alternativas. A Gestão Baseada em Valor corrige essa distorção ao incorporar o custo do capital próprio no cálculo do desempenho real da empresa.

Os três indicadores centrais da Gestão Baseada em Valor

A GBV opera com um conjunto de indicadores que capturam a criação de valor com muito mais precisão do que o lucro contábil. Os três mais importantes são o ROIC, o EVA e o WACC.

ROIC: Retorno sobre o Capital Investido

O ROIC mede quanto a empresa gera de retorno para cada real de capital investido na operação. O analista o calcula dividindo o NOPAT pelo capital total investido no negócio.

ROIC = NOPAT / Capital Investido

Uma empresa com ROIC consistentemente acima do seu custo de capital cria valor. Uma empresa com ROIC abaixo do custo de capital destrói valor, independentemente do lucro que aparece no demonstrativo de resultado.

Compradores sofisticados preferem o ROIC porque ele permite comparar a eficiência de alocação de capital entre empresas de setores e tamanhos diferentes. Por isso, empresas com ROIC alto e sustentável recebem múltiplos de valuation significativamente maiores em processos de M&A.

EVA: Valor Econômico Adicionado

O EVA, sigla para Economic Value Added, mede em termos absolutos quanto valor a empresa criou ou destruiu em determinado período. O analista o calcula pela diferença entre o NOPAT gerado e o custo total do capital empregado, tanto o capital de terceiros quanto o capital próprio.

EVA = NOPAT – (Capital Investido x WACC)

Um EVA positivo indica que a empresa gerou mais valor do que o custo de todo o capital que empregou. Um EVA negativo, por outro lado, indica que ela destruiu valor, mesmo que apresente lucro contábil positivo.

Para ter uma referência prática: uma empresa com NOPAT de R$ 1,5 milhão, capital investido de R$ 10 milhões e WACC de 14% ao ano teria o seguinte EVA:

EVA = R$ 1.500.000 – (R$ 10.000.000 x 0,14)
EVA = R$ 1.500.000 – R$ 1.400.000
EVA = R$ 100.000

Nesse caso, a empresa criou R$ 100 mil de valor econômico no período, depois de remunerar todo o capital investido pelo seu custo real.

WACC: Custo Médio Ponderado de Capital

O WACC representa o custo médio de todo o capital que financia a empresa, ponderado pela proporção de cada fonte. Ele incorpora o custo da dívida bancária e o custo do capital próprio dos sócios, ponderados pelas suas participações relativas na estrutura de capital.

O WACC funciona como o piso mínimo de retorno que qualquer investimento da empresa precisa gerar para não destruir valor. Um projeto que gera retorno abaixo do WACC destrói valor, portanto, mesmo que produza lucro contábil positivo.

Como aplicar a Gestão Baseada em Valor na prática?

A implementação da GBV em uma empresa de médio porte não exige uma transformação radical nos processos existentes. O que muda é o critério de avaliação das decisões. Em vez de perguntar “isso vai gerar lucro?”, a pergunta passa a ser “isso vai criar valor?”.

Passo 1: calcule o WACC da empresa

O primeiro passo é determinar qual é o custo real de todo o capital que financia a empresa. Para isso, o gestor calcula o custo médio das dívidas bancárias, estima o custo do capital próprio com base no risco percebido do negócio e pondera os dois pelo peso de cada um na estrutura de capital.

O WACC vai funcionar como referência para todas as decisões de investimento. Qualquer iniciativa que não gerar retorno acima do WACC destrói valor, mesmo que pareça lucrativa no curto prazo.

Passo 2: mapeie os direcionadores de valor do negócio

Direcionadores de valor são os fatores operacionais e estratégicos que mais impactam o ROIC e o EVA da empresa. Na maioria dos negócios de médio porte, os principais direcionadores são crescimento da receita, evolução da margem operacional, eficiência na gestão do capital de giro e qualidade da carteira de clientes.

Mapear esses direcionadores significa entender quais são as alavancas que a gestão pode acionar para aumentar o valor da empresa. Dessa forma, cada decisão operacional passa a receber avaliação pelo impacto que vai ter nesses fatores.

Passo 3: avalie investimentos pelo critério de criação de valor

Antes de aprovar qualquer investimento relevante, seja a contratação de uma equipe, a abertura de uma nova unidade ou a aquisição de um equipamento, o gestor calcula o retorno esperado e compara com o WACC da empresa.

Se o retorno projetado supera o WACC, o investimento cria valor e deve acontecer. Se fica abaixo, destrói valor e precisa de revisão ou descarte, independentemente de quanto pareça atrativo no papel.

Passo 4: vincule a remuneração variável à criação de valor

Um dos princípios mais importantes da GBV é alinhar os incentivos da equipe de gestão com a criação de valor para os sócios. Quando bônus e participações nos resultados se baseiam em métricas como EVA e ROIC, os gestores passam a tomar decisões com o mesmo critério que os sócios usariam.

Empresas que implementam esse alinhamento de incentivos tendem a apresentar melhora consistente no ROIC ao longo do tempo. Isso acontece porque os gestores que recebem avaliação pelo retorno sobre o capital passam a cuidar do capital da empresa com muito mais atenção.

Passo 5: monitore os indicadores de valor periodicamente

A GBV não é um projeto com início e fim. É uma mudança no critério central de avaliação do desempenho da empresa. Para funcionar, portanto, os indicadores de valor precisam de acompanhamento com a mesma regularidade que os indicadores financeiros tradicionais.

O acompanhamento periódico do ROIC, do EVA e dos principais direcionadores de valor cria uma cultura de decisão orientada por valor que se consolida ao longo do tempo. Consequentemente, esse histórico fica cada vez mais visível e defensável no valuation da empresa.

Qual o impacto da Gestão Baseada em Valor no valuation?

O impacto é direto e mensurável. Empresas que aplicam GBV de forma consistente ao longo de dois a três anos chegam a processos de M&A com vantagens concretas que se refletem em múltiplos de valuation superiores.

A primeira vantagem é o ROIC crescente. Compradores sofisticados pagam múltiplos maiores por empresas com ROIC consistentemente alto porque isso indica que a gestão sabe alocar capital com eficiência e que a rentabilidade operacional é sustentável, não resultado de um ano excepcional.

A segunda vantagem é a qualidade dos ativos. Empresas que gerenciam o capital de giro com disciplina e que investem apenas em ativos que geram retorno acima do WACC chegam ao processo de venda com um balanço mais limpo e um fluxo de caixa mais previsível. Esses dois fatores reduzem o risco percebido pelo comprador e, portanto, elevam o múltiplo aplicado.

A terceira vantagem é a narrativa de crescimento. Uma empresa que apresenta ao comprador não apenas os números históricos, mas também um painel claro de direcionadores de valor e projeções fundamentadas em ROIC e EVA, constrói uma narrativa muito mais convincente do que uma empresa que apresenta apenas o demonstrativo de resultado dos últimos três anos.

A melhor hora para começar a aplicar Gestão Baseada em Valor é dois ou três anos antes da venda. O empresário que chega a um processo de M&A com histórico documentado de ROIC crescente e EVA positivo tem um argumento técnico poderoso para defender um múltiplo acima da média do setor. O empresário que começa a pensar em valor apenas quando o comprador aparece, por sua vez, não tem esse histórico para apresentar.

Por onde começar a Gestão Baseada em Valor com a Valore Brasil?

O ponto de partida para qualquer empresário que quer implementar GBV é entender o valor atual da empresa e identificar quais são os principais direcionadores de valor no seu negócio específico. Esse diagnóstico é o trabalho que a Valore Brasil realiza no processo de valuation técnico.

A partir do valuation, identificamos o ROIC atual da empresa, comparamos com o custo de capital e com os múltiplos praticados pelo mercado no setor e mapeamos os direcionadores de valor com maior potencial de impacto no valuation ao longo dos próximos dois a três anos.

O resultado é um plano concreto de ações de gestão que, se a empresa executar, aumentam o valor do negócio de forma mensurável antes de qualquer transação. Não são recomendações genéricas. São ações específicas para o negócio, baseadas nos dados reais da empresa e no comportamento do mercado no setor em que ela atua.

Com mais de 1.000 valuations realizados e R$ 4 bilhões em transações estruturadas desde 2009, a Valore Brasil identifica com precisão o que aumenta o valor de uma empresa no setor do seu negócio.

Quer aumentar o valor da sua empresa antes de qualquer negociação?

A Valore Brasil aplica a metodologia de Gestão Baseada em Valor com empresários que querem maximizar o valuation do negócio antes de uma transação. Fale com um especialista e entenda qual é o potencial de valorização da sua empresa.

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Cadastro para a Imersão Valuation Ribeirão Preto

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A Valore Brasil apoiou a ComSchool na modelagem financeira utilizada na operação com o Magalu, contribuindo com análises quantitativas, estruturação dos cenários e suporte técnico para embasar a tomada de decisão.

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A Valore Brasil assessorou a incorporação entre Pratigel e Ponto Forte, com estudo de viabilidade, avaliação dos ativos, análise de sinergias operacionais e suporte à formalização da integração.

Cimento-Rio — Mediação Societária

A Valore Brasil realizou mediação societária envolvendo a Cimento-Rio, conduzindo análises técnicas, avaliação de impactos e apoio estruturado para reequilíbrio entre sócios.

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A Valore Brasil apoiou processo Buy-Side para expansão da Consinco, com mapeamento de targets, análise de mercado de ERP, modelagem financeira e suporte ao processo de diligência.

Guidoni e Seaquarz — M&A Buy-Side

A Valore Brasil assessorou a Guidoni na aquisição da Seaquarz, realizando estudo internacional de mercado, análise de múltiplos, valuation e condução das negociações.

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A Valore Brasil atuou em processo Buy-Side envolvendo o Gabarito Sistema de Ensino, com análise setorial, sinergias educacionais, avaliação financeira e suporte nas etapas negociais.

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A Valore Brasil assessorou a Construconnect em processo Sell-Side, com realização de valuation de startup, estruturação da tese de investimento e suporte na negociação com a Bossanova.

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A Valore Brasil assessorou a Reefercon em processo Sell-Side com a Hamburg Süd, incluindo preparação da empresa, análise de mercado e gestão da negociação no segmento de logística e cadeia fria.

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A Valore Brasil atuou na fusão envolvendo a Droga Rede, realizando mediação estratégica, avaliação das estruturas, análise de sinergias e suporte ao processo de integração societária.

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A Valore Brasil assessorou a reorganização societária por cisão, estruturando análises financeiras, estudos de impacto, modelagem e suporte à governança no agronegócio.

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Passalacqua e DTek — M&A Buy-Side

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A Valore Brasil assessorou o Sell-Side da Big Sistemas na venda para a Linx, realizando diagnóstico de atratividade, preparação financeira, materiais de M&A e coordenação das negociações com player estratégico do varejo.

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A Valore Brasil assessorou a Beleza Soft em processo Sell-Side, com execução de valuation, revisão estratégica e gestão da negociação que resultou na aquisição pela Avec, no segmento de SaaS e beauty-tech.

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A Valore Brasil assessorou a NewM Mobile no processo Sell-Side na transação com o Grupo Stefanini, aplicando expertise em M&A para software, mobile e soluções digitais, com condução de valuation, desenvolvimento das apresentações, gestão da negociação e apoio durante a due diligence.

Healthbit e RD RaiaDrogasil — M&A Sell-Side

A Valore Brasil conduziu a venda da Healthbit para a RD RaiaDrogasil, executando todo o processo de M&A Sell-Side, com análise de crescimento, avaliação do negócio, preparação de documentos e condução da agenda de due diligence com o comprador estratégico.

Grupo Priner e Labteste — M&A Buy-Side

A Valore Brasil estruturou o Buy-Side do Grupo Priner na aquisição da Labteste, realizando originação estratégica, análise setorial, modelagem financeira e acompanhamento até o fechamento, reforçando experiência em serviços técnicos e laboratoriais.

Coala do Brasil e MPR — M&A Sell-Side

A Valore Brasil assessorou os acionistas da Coala do Brasil em um processo de M&A Sell-Side completo, com elaboração de valuation, materiais de apresentação, abordagem sigilosa ao mercado e suporte técnico nas negociações com o Grupo MPR.

Romar Metais e Fabrimar (Grupo Tigre) — M&A Buy-Side

A Valore Brasil assessorou a Romar Metais no processo Buy-Side para aquisição da Fabrimar (Grupo Tigre), realizando avaliação estratégica, análise da operação industrial, estudo de múltiplos de mercado e apoio integral na negociação e estruturação do deal.

Grupo Priner e Semar Inspection & NDT — M&A Buy-Side

Em processo Buy-Side, a Valore Brasil assessorou o Grupo Priner na aquisição da Semar Inspection & NDT, realizando análise de riscos, entendimento aprofundado da tese e apoio nas fases negociais e de diligência técnica.

Tililit ERP e Linx — M&A Sell-Side

A Valore Brasil liderou o Sell-Side da Tililit ERP na operação com a Linx, aplicando expertise em software, ERP, SaaS, realizando valuation técnico, preparação documental e gestão do processo junto a investidor estratégico do setor de tecnologia.

Magazord e bw.commerce — M&A Buy-Side

No processo M&A Buy-Side, a Valore Brasil estruturou a tese de aquisição da Magazord, mapeou targets, realizou a análise estratégica de sinergias e coordenou o processo de negociação que resultou na aquisição da bw.commerce no segmento de tecnologia e e-commerce.

Pulmer Distribuidora e Pátria — M&A Sell-Side

A Valore Brasil assessorou os acionistas da Pulmer em um processo estruturado de M&A Sell-Side, incluindo pré-diagnóstico financeiro, análise de mercado, originação competitiva e gestão da due diligence, até a transação com o fundo Pátria.

Welding e Priner — M&A Sell-Side

A Valore Brasil conduziu o processo completo de M&A Sell-Side da Welding para o Grupo Priner, aplicando metodologia proprietária de valuation, EBITDA ajustado, mapa de atratividade, preparação de materiais (teaser e infomemo) e negociação estratégica com compradores do setor industrial.